O
Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo, que é uma
instituição do governo americano, fornece algumas orientações para que a
família ajude uma pessoa que desenvolveu dependência de drogas mas não
quer procurar tratamento.
Interrompa
as "operações resgate" - Freqüentemente, membros da família tentam
proteger o dependente das conseqüências de seu problema, inventando
desculpas ou tirando-o de confusões resultantes de seu consumo de
drogas. O aconselhável é interromper essas "operações resgate" e dar-lhe
oportunidade para vivenciar integralmente as conseqüências danosas de
seu comportamento, aumentando significativamente sua lista de motivos
para mudar de comportamento.
Escolha o momento apropriado para
conversar - organize-se para falar com a pessoa pouco depois da
ocorrência de algum problema. Por exemplo, após uma briga familiar séria
na qual o uso de álcool ou drogas tenha tido um papel importante, ou
logo após um acidente ocorrido sob o efeito de drogas. O momento certo é
aquele no qual o efeito da substância já tenha passado, em que ambos
estejam calmos e em que seja possível obter um certo grau de
privacidade.
Seja específico - Diga claramente
para a pessoa que está preocupado com seu consumo de drogas e que quer
ajudá-la a procurar atendimento especializado. Fundamente sua
preocupação com exemplos de situações nas quais o uso da substância
tenha causado problemas ao próprio usuário, a você ou a terceiros,
incluindo o incidente mais recente.
Deixe claras as conseqüências de
recusar-se a procurar ajuda - Explique para o dependente que até que ele
(ou ela) aceite ajuda especializada você irá tomar algumas atitudes na
sua vida, não para puni-lo, mas para se proteger. Essas medidas podem
variar de não acompanhá-lo a eventos onde o consumo de substâncias
sempre acontece, até mudar de casa para não se envolver em situações
problemáticas. Mas cuidado: não faça ameaças que não possa cumprir,
mencione apenas o que você realmente tem condições de por em prática.
Esteja pronto para ajudar - reúna
antecipadamente informações sobre possíveis locais de tratamento ou
ajuda. Se a pessoa aceitar procurar alguém, telefone imediatamente para
marcar um horário e ofereça-se para acompanhá-lo na primeira visita.
Vale lembrar que se ele recusa se
tratar, sua família poderá dar o primeiro passo, buscando ajuda
especializada. Desta forma, os familiares se tornam, antes de tudo, um
exemplo para o dependente e, o mais importante, demonstram e assumem que
estão dispostos a participar ativamente deste processo e que todos
estão implicados. Ou seja, o problema não é só do dependente, é de
todos!
O melhor a fazer é procurar tratamento e orientações com profissionais
de saúde especializados no assunto de dependência química, como um
psicólogo ou médico psiquiatra.
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